SANTA LUZIA

A Comunidade Santa Luzia, diaconia 18, com muito amor, hoje faz memória de sua padroeira.

Poucas são as notícias realmente históricas, que chegaram até nós desta mártir siciliana. Provavelmente, ela foi martirizada em Siracusa, volta do ano 304. Seu culto passou também a Roma e deixou sua marca no Canon romano da Missa, onde Luzia é lembrada ao lado de outra mártir siciliana, Santa Águeda.

Luzia pertencia a uma rica e nobre família cristã. Recebeu educação cristã, emitindo, desde cedo, o voto de perpétua virgindade. Ficando órfã de pai, sua mãe desejava que Luzia contraísse matrimônio com um jovem de distinta família, mas pagão. A mãe adoeceu e ambas teriam feito uma romaria ao túmulo de Santa Águeda, em Catânia. Por intercessão de Santa Águeda, Luzia conseguiu a cura de sua mãe. Voltaram para Siracusa e aí surgiu novamente a proposta de casamento que ela recusou. O jovem que nutria a esperança de casar com Luzia, tendo notícia da obstinada recusa e do gesto em favor dos pobres a quem distribuíra seus bens, transformou o amor em ódio e denunciou-a perante o governador Pascásio. Perante o juiz que lhe intimava a sacrificar aos deuses e manter a palavra do casamento, Luzia respondeu: “Nem uma, nem outra coisa farei”. O processo continuou com ameaças de todo tipo. Por último, foi decapitada.

À lenda acrescentou-se, mais tarde, outro dado, algo chocante, frequente objeto das representações artísticas: em resposta contundente ao seu algoz, o prefeito Pascásio, que a manteve presa e a cobiçava para sua mulher, Luzia arrancou os olhos e lhos enviou numa bandeja. É daí que Santa Luzia é invocada como protetora contra as doenças dos olhos e padroeira dos lapidadores.

SANTA LUZIA, ROGAI POR NÓS!

Fonte: https://pocketterco.com.br/santo/santa-luzia